maceióbrasil

HISTÓRICO
06/08/2006 a 12/08/2006
30/07/2006 a 05/08/2006
23/07/2006 a 29/07/2006
09/07/2006 a 15/07/2006
02/07/2006 a 08/07/2006
25/06/2006 a 01/07/2006
18/06/2006 a 24/06/2006
11/06/2006 a 17/06/2006
04/06/2006 a 10/06/2006
28/05/2006 a 03/06/2006
21/05/2006 a 27/05/2006
14/05/2006 a 20/05/2006
07/05/2006 a 13/05/2006
30/04/2006 a 06/05/2006
23/04/2006 a 29/04/2006
16/04/2006 a 22/04/2006
09/04/2006 a 15/04/2006
02/04/2006 a 08/04/2006
26/03/2006 a 01/04/2006
19/03/2006 a 25/03/2006
12/03/2006 a 18/03/2006
05/03/2006 a 11/03/2006
26/02/2006 a 04/03/2006
19/02/2006 a 25/02/2006
12/02/2006 a 18/02/2006
05/02/2006 a 11/02/2006
29/01/2006 a 04/02/2006
22/01/2006 a 28/01/2006
15/01/2006 a 21/01/2006


BLOG
PARCEIROS

UOL

Visitas desde 18/01/2006

 


MaceióBrasil
PM reforça policiamento ciclístico na orla de Maceió

Na ocasião, também foi inaugurado um box de apoio ao atendimento na Pajuçara.

A Polícia Militar de Alagoas implementou, na manhã de ontem e em caráter definitivo, o reforço do policiamento ciclístico na orla de Maceió, que abrange o trecho entre o hotel Enseada, na Pajuçara, e o restaurante Bem, no bairro de Cruz das Almas.

A área, que antes era policiada apenas por seis bicicletas e policiais em dois turnos, conta, a partir de agora, com a presença de 40 policiais, 18 bicicletas, em três turnos, serviço de rádio-emergência e telefone à disposição da população e turistas que visitam a capital, para casos de urgência e denúncias.

“Com o reforço no policiamento ciclístico, a PM diminuirá a freqüência de pequenos furtos e roubos de bolsas, máquinas fotográficas, filmadoras e equipamentos típicos de turistas”, frisou o capitão José Cícero Domingues da Silva, do 1º Batalhão de Polícia Militar, responsável pela segurança da área.

O policiamento é feito por duplas e trio de policiais, em sistema de revezamento, e conta com o importante apoio dos hotéis, em torno da orla marítima, para casos de denúncias de roubos na área. O serviço de policiamento ciclístico pode ser acionado pelo número (82) 9318-1739. (Agência Alagoas)



.: Publicado por MaceióBrasil ?s 13h38
.:
.: indique este artigo para um amigo

Topo da Página


MaceióBrasil
Prefeitura de Maceió reforma Coreto da Avenida da Paz

Além do prefeito, comparecerão ao evento o presidente da FMAC, Marcial Lima e o secretário de Construção da Infra-Estrutura, Roberto Fernandes.


A Prefeitura de Maceió, através da Fundação Municipal de Ação Cultural, (FMAC) vai reinaugurar o Coreto de Jaraguá, na Avenida da Paz, nesta sexta-feira (27), às 19h. Na solenidade, o prefeito Cícero Almeida entregará a Ordem de Serviço à população, mostrando que está resgatando a imagem e cultura da cidade.

O coreto da Avenida da Paz foi inaugurado em 1927, na gestão do então prefeito Jayme de Altavilla. Segundo o diretor de Cultura da Fundação Cultural, Robertson Costa, a Funda-ção Cultural está se empenhando em concluir projetos como esse, para melhorar o patrimônio cultural de Maceió. Esse tipo de trabalho também aumenta as opções turísticas da cidade, fomentando uma atividade responsável pela geração de empregos e renda.

Além do prefeito, comparecerão ao evento o presidente da FMAC, Marcial Lima e o secretário de Construção da Infra-Estrutura, Roberto Fernandes. O secretário destacou o empenho de toda a equipe da Prefeitura, que concluiu a reforma do coreto em apenas 20 dias.

A solenidade terá como atrações artistas da terra. O coral Embracanto fará a apresentação do "Suíte Alagoano" e haverá também os shows de Maclein e Banda e do grupo Poeira Nordestina. (Secom Maceió)



.: Publicado por MaceióBrasil ?s 13h36
.:
.: indique este artigo para um amigo

Topo da Página


MaceióBrasil
Governo garante R$ 7 mi para o Centro de Maceió
O deputado federal Givaldo Carimbão (PSB–AL) esteve reunido com o ministro da secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Jackes Wagner, para discutir a segunda etapa das obras de requalificação do Centro de Maceió.

Após a reunião ficou acordado que serão liberados R$ 7 milhões para esta segunda etapa das obras. A audiência aconteceu na última quarta–feira, em Brasília.

De acordo com o deputado Carimbão, os R$ 7 milhões liberados pelo Governo Federal garantiram a complementação das obras de ampliação de todo o calçadão do Centro da cidade.


.: Publicado por MaceióBrasil ?s 13h35
.:
.: indique este artigo para um amigo

Topo da Página


Lenilda Luna
Publicado o Edital do Concurso Público de Professor para o Campus Arapiraca da Ufal

O período de inscrições será de 26 de janeiro de 2006 a 25 de fevereiro de 2006.

Foi publicado hoje, 26 de janeiro, o extrato do Edital nº 02, de 25 de janeiro de 2006 onde a Universidade Federal de Alagoas, por intermédio de sua Pró-Reitoria de Graduação, divulga a realização do concurso público de provas e títulos para provimento de 58 vagas para o cargo de Professor Assistente, com lotação no Campus da UFAL em Arapiraca e seus Pólos localizados em Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa.

O período de inscrições será de 26 de janeiro de 2006 a 25 de fevereiro de 2006. Para os cargos de Professor Auxiliar de Ensino podem se inscrever candidatos portadores, no mínimo, do título de especialista; e para os cargos de Professor Assistente podem se inscrever candidatos portadores, no mínimo, do título de Mestre. As vagas destinam-se especificamente ao Campus de Arapiraca e seus Pólos, com a carga horária intergral do aprovado pelo período mínimo de 5 anos.

As inscrições serão feitas na Pró-Reitoria de Graduação, da Universidade Federal de Alagoas. A taxa é de R$56,00 (cinqüenta e seis reais) para candidatos ao cargo de professor Auxiliar de Ensino, e de R$82,00 (oitenta e dois reais), para candidatos ao cargo de Professor Assistente, a ser recolhida na Agência 3557-2, Conta Corrente 40020-3, do Banco do Brasil.

O concurso constará de provas escrita, didática e de títulos. O cronograma do Concurso é o seguinte: a homologação, pela PROGRAD, das inscrições dos candidatos ao Concurso em cada Setor de Estudo, será realizada em até dez dias após o encerramento das inscrições. As provas serão realizadas a partir do décimo quinto dia após o encerramento das inscrições. A publicação dos resultados do Concurso em cada Setor de Estudo será feita no Diário Oficial da União, até quinze dias após sua homologação pela PROGRAD. O prazo de validade do concurso será de um ano contado a partir da data da publicação da homologação de seu resultado, prorrogável por igual período.

Ao cargo de Professor Auxiliar de Ensino cujo ocupante ostente o título de especialista e esteja submetido a regime de tempo integral com dedicação exclusiva, corresponde um vencimento mensal de R$ 1.330,55 (Hum mil, trezentos e trinta reais e cinqüenta e cinco centavos), acrescido da Gratificação de Estímulo à Docência, cujo valor máximo corresponde a R$ 947,80 (novecentos e quarenta e sete reais e oitenta
centavos). Ao cargo de Professor Assistente cujo ocupante ostente o título de Mestre e esteja submetido a regime de tempo integral com dedicação exclusiva, corresponde um vencimento mensal de R$ 1.817,82 (Hum mil, oitocentos e dezessete reais e oitenta e dois centavos), acrescido da Gratificação de Estímulo à Docência, cujo valor máximo corresponde a R$ 1.492,40 (hum mil, quatrocentos e noventa e dois reais e quarenta centavos). Ao cargo de Professor Adjunto cujo ocupante ostente o título de Doutor e esteja submetido a regime de tempo integral com dedicação exclusiva, corresponde um vencimento mensal de R$ 2.695,42 (Dois mil, seiscentos e noventa e cinco reais e quarenta e dois centavos), acrescido da Gratificação de Estímulo à Docência, cujo valor máximo corresponde a R$ 2.345,00 (dois mil trezentos e quarenta e cinco reais).

Maiores informações: clique aqui.



.: Publicado por Lenilda Luna ?s 17h50
.:
.: indique este artigo para um amigo

Topo da Página


Lenilda Luna
Ufal completa 45 anos e se prepara para expandir suas ações no interior de Alagoas

Em entrevista, a reitora Ana Dayse Dórea fala do crescimento da UFAL e das metas a serem alcançadas.

No dia 25 de janeiro, A Universidade Federal de Alagoas completa 45 anos de criação, com muitas conquistas e ainda muitos desafios a superar. Apesar  das limitações de infra-estrutura e orçamento, a Universidade tem melhorado a sua produção científica e a formação de especialistas em vários setores. Isso pode ser constatado através dos vários projetos realizados com financiamento do Governo Federal e de Instituições financiadoras de Pesquisa Nacionais e Internacionais. A participação em Congressos Científicos com a premiação de trabalhos dos alunos de graduação e pós-graduação demonstram a melhoria da qualidade de ensino e a competência alcançada na pesquisa e extensão. A Ufal está presente também em vários projetos sociais, econômicos e científicos do Estado de Alagoas, tornando-se uma referência em várias áreas. Nesse aniversário de quatro décadas e meia, a Ufal se prepara para mais um grande passo, consolidando a interiorização das suas ações. Assim, a Universidade vai poder atender a uma demanda maior, descentralizando seus pólos de Ensino, Pesquisa e Extensão e tornando-se mais acessível às comunidades que moram nas outras regiões do Estado. Nesse momento de reflexão sobre o que foi alcançado e o que ainda é preciso realizar, conversamos com a reitora Ana Dayse Dórea, para saber quais são as metas da Ufal para as próximas décadas e como está sua inserção na sociedade alagoana e na comunidade científica.

Ccom - Reitora, qual a sua avaliação sobre esse momento vivido pela Universidade, inclusive quando a Instituição se prepara para estabelecer novos pólos de ensino, através da interiorização, com o Campus do Agreste sendo implantado em Arapiraca?

Reitora - É um momento muito positivo e estou muito otimista. A expansão das universidades é uma das ações mais importantes nessa primeira década do século. Nós somos um país continental, em que o ensino público superior já deveria ter se estendido muito para atender a grande demanda de profissionais qualificados para uma economia em crescimento. E essa demanda na região norte e nordeste é muito maior. Precisamos superar as desigualdades sociais nessas regiões, e justamente nesses Estados temos um número menor de universidades.

Ccom - A Interiorização da Universidade foi aprovada depois de muita negociação com o Governo Federal, através do Ministério da Educação. O Campus do Agreste vai atender a demanda do Ensino Superior na região?

Reitora - A proposta de Expansão das Universidades foi uma ação positiva do Governo Lula, e nós reitores, através da Andifes - Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior,  abraçamos essa causa enxergando nela a oportunidade de atender essa demanda reprimida. No nosso caso, a Universidade concebeu um projeto prevendo três campi: no agreste, no sertão e na zona da mata. Foi autorizado o do Campus do Agreste. Nós vamos ainda tentar, nesses últimos dois anos de gestão,  avançar com mais um campus, ou quem sabe os outros dois. Nós temos consciência da necessidade dessa expansão. È uma grande oportunidade para os jovens do interior. Em Alagoas, 68,5% dos estudantes do ensino médio estão no interior, segundo dados da Secretaria Executiva de Educação, isso justifica a interiorização.

Ccom - A divulgação da interiorização criou uma grande expectativa entre os jovens do interior, quando é que eles vão poder fazer vestibular, e vão concretamente poder ir para a sala de aula na universidade do Agreste?

Reitora - Já saiu a portaria autorizando a criação de 58 vagas para professores na Universidade do Agreste. Em abril ou maio, o Concurso Público para professor deve estar acontecendo e será realizado em Arapiraca. Também já recebemos os recursos do MEC correspondendo às duas primeiras parcelas de recursos federais. A primeira, de 1 milhão e seiscentos mil Reais,  para a recuperação e ampliação do prédio que foi doado pela prefeitura de Arapiraca. A licitação para as obras já está aberta. No final de dezembro, foi antecipada a parcela de 4 milhões e 200 mil reais, correspondente ao ano de 2006,  para investir em equipamentos de laboratórios e biblioteca para o funcionamento do campus de Arapiraca. O vestibular também está marcado para abril e maio. A previsão para o início das aulas é para agosto de 2006.  Serão oferecidas 640 vagas para alunos em 16 cursos ofertados. Nós descentralizamos alguns cursos, dois vão funcionar em Penedo e um em Viçosa. Sendo assim, nesse ano, a Ufal já vai estar interiorizada, com professores morando e trabalhando em Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa.

Ccom - Qual a imagem da Universidade na sociedade alagoana e sua inserção nos vários setores, sociais, culturais e econômicos?

Reitora - Eu diria que a Universidade hoje se inseriu na sociedade realmente. Atualmente, nós temos parcerias públicas com o Governo Estadual e administrações municipais, com empresas privadas, instituições filantrópicas e outras entidades e representações da sociedade civil. A Universidade assumiu o seu papel fora dos seus muros e a sociedade aceita isso muito bem. A Ufal tem dado essa contribuição, e isso traz grandes resultados na pesquisa e extensão da universidade, para a aplicabilidade do conhecimento teórico e da produção científica. Dessa forma, muito do que se tem feito no Estado, quando se vai avaliar, tem a presença da Universidade, isso desde a área tecnológica, até avanços biológicos na área da saúde, nas áreas sociais, etc. Nós, que fazemos a Universidade,  nos orgulhamos de trabalhar e contribuir dessa forma.

Ccom - E qual é a imagem da Ufal fora do Estado de Alagoas, junto a comunidade acadêmica e científica do Brasil?

Reitora - A universidade caminha para ocupar o espaço que lhe é devido, pela competência que ela tem na produção científica e na formação de alunos na graduação e na pós graduação, não apenas para o mercado, mas para atender as necessidades da nossa população. Isso pode ser sentido através do número de alunos aprovados em pós-graduação em outras universidades, além das premiações e o reconhecimento aos pós-graduados da Ufal, pelo destaque em suas pesquisas, com relevância em todas as áreas de conhecimento. Esse reconhecimento tem sido muito
satisfatório. A Ufal começa a ser vista como deve ser, uma instituição de porte médio e com produção de destaque. E por que isso pôde acontecer? Houve investimento no seu corpo doscente. Hoje 60% dos professores são titulados com mestrado e principalmente doutorado. Isso tem garantido os investimentos da Universidade na pesquisa e extensão. Essa oportunidade oferecida nos últimos dez anos para que os professores se qualifiquem melhorou o desempenho da universidade,  o que se reflete no desenvolvimento do nosso estado.

Sabemos que a imagem da universidade é muito positiva, pelo que a Universidade é chamada a fazer, a participar, pela forma como é solicitada a trabalhar em parceria nos vários setores. Percebemos que a Ufal já é uma referência e pode fazer muito mais,  desde que continuemos  tendo essa compreensão. Um exemplo é o Hospital Universitário, referência no SUS para atendimento de alta complexidade. É prioritariamente um hospital de ensino, mas para fazer esse ensino,  presta essa assistência enorme à comunidade do Estado de Alagoas.

Lenilda Luna é repórter e apresentadora da TV Pajuçara (SBT) e colabora com matérias especiais para o MaceióBrasil.



.: Publicado por Lenilda Luna ?s 21h52
.:
.: indique este artigo para um amigo

Topo da Página


Nina Lessa
Pensa

Você não está dentro de ninguém pra saber como o outro se sente.

Não suporto números, nunca me dei bem com eles. Nem datas são muito minhas amigas, e as horas andam pro lado oposto do meu: por mais que eu só tire o relógio do pulso pra tomar sol, nunca chego na hora, em lugar nenhum. Tô sempre atrasada, às vezes chego cedo demais, mas no fim das contas acho que cheguei na hora certa, no lugar certo. Tudo isso pra dizer que vou perder a conta se começar a enumerar todas as vezes que me arrependi de ter falado alguma coisa sem ter pensado antes. Falado, feito, tanta coisa... Arrependimento não no sentido de culpa, porque fiz o que me deu vontade no momento, mas sim a longo prazo, quando páro e olho pra trás, juntando numa pilha as coisas que fizeram crescer. Pensar é bom, deixar de pensar pode ser também. Mas tem momento que pensar é fundamental.

O que te magoa? Pode não ser a mesma coisa que me fere. Tem quem morra de saudade e chore demais. Tem quem aprende a conviver muito bem com ela. Tem quem goste de ser gordo, tem quem goste de ser magro. E não tem quem goste de ouvir coisas que fazem mal. Por mais que peça críticas, quem pediu não gosta de ouvir, mesmo as construtivas. Ouvi um dia que conselho, muitas vezes acompanhados à crítica, é uma forma de nostalgia. E nostalgia nada mais é do que você tentar fazer ficarem bonitinhos os erros do passado. Porque se você gosta de ser magro e chama todo mundo de gordo, com certeza tem ataques nas manhãs de domingo quando seu cabelo cisma em não te obedecer. E não suporta quando aquele gordinho chato vem dizer que nem penteia as madeixas: acorda e já pode sair de casa do jeito que levantou. Porque ninguém tem só qualidade, da mesma forma que não tem só defeito. E que falta de criatividade: ninguém é perfeito. Cadê a novidade?

Minha inteção é dizer que palavra machuca. Não pensar bastante antes de dizer alguma coisa, pode ferir muito. Por mais que se conheça, por maior que seja a intimidade entre ouvinte e orador, a probabilidade da mágoa ainda existe. Você não está dentro de ninguém pra saber como o outro se sente. E você pode jurar que seu irmão não come frango porque não gosta, quando na verdade ele guarda um trauma, que por mais ridículo que possa soar pra você, pra ele não é. Ou alguma vez o dito cujo já riu de você, que mesmo um marmanjo, tem medo de ficar sozinho em casa? Cada um com o seu jeito, com sua mania e medo. Respeita, e antes disso, pense. Porque você pode não ter como saber, porém tem como pensar antes de dizer.

Pense se você gostaria de ouvir o que vai dizer. Isso funciona bastante, porém nem sempre. Enquanto uma espinha pra você é um vulcão, pra mim não passa de um sinal da adolescência. Eu tô certa? Claro que não. Nem você. A culpa não é minha se você se acha a cara do Brad Pitt, por mais que todo mundo ria disso. Assim como você não tem nada a ver com o fato de eu ter como ídolo meu singelo professor de história da sétima série. Porque a impulsividade eu trago em mim desde que a esse mundo vim, e de mãos dadas com ela vem o meu respeito pelo próximo. Sei que explodo muitas vezes e perco a paciência, assim como tenho plena consciência e certeza que aprendo todas essas vezes. Pense. Pensa antes, pensa em como dizer, caso resolva mesmo falar. E esteja preparado: toda ação provoca uma reação. Não é pra mentir, mas se não pode falar de flores, pra que dizer logo dos espinhos quando o sol está ali brilhando pelos dois? Pensa.

Veja também meus artigos anteriores.



.: Publicado por Nina Lessa ?s 15h27
.:
.: indique este artigo para um amigo

Topo da Página


Mácleim
Retrospectiva do não-acontecido

É óbvio que, independente da mudança de algarismos no calendário, as coisas continuarão a não acontecer e vice e versa
 
É claro que sabemos ser uma mera questão de convenção, medição, divisão, ou, seja lá o que signifique, essa equação elaborada para contar de modo racional os dias, as semanas, os meses e os anos. O fato é que me parece ser um tanto metafísica (não no sentido do princípio do ser, mas do princípio do tempo) esta adequação sensorial ao que chamamos de  ano velho  e  ano novo. Provavelmente isto sempre irá existir e vem se repetindo desde que, nas diversas culturas, os respectivos calendários foram inventados.  Para tal propósito estipulador e demarcatório é que se justificam os mesmos, pois a simples observação dos fenômenos relativos ao nosso sistema solar já estabelece o que seria uma continuidade infinita através da repetição sistemática dos ciclos. Sendo assim, na existência de tal enquadramento, por longo tempo, folhinhas ainda terão o poder de determinar, cronologicamente, nossa existência neste plano. Não dá para fazer de conta que tal fato não influencia o comportamento de pessoas como eu que, embora já tenha tentado abster-me de tal espectro, até agora, ainda não fui capaz de ignorá-lo totalmente. Aliás, sob determinado ângulo, para que ignorá-lo?
 
Pensando bem, se eu resolvesse ignorar o que determina o calendário convencional e minha percepção do tempo fosse intrinsecamente singular, e não mais plural, não faria sentido algum esta proposta de fazer, amadoristicamente, uma retrospectiva do não-acontecido. Acho que, ao contrário do que todo mundo faz e do que muita gente pensa, uma retrospectiva do não-acontecido pode ser tão rica e farta em conteúdo quanto aquelas que comumente fazem as revistas e TVs no final de cada ano. Além disso, uma retrospectiva do que não aconteceu, a partir de certo ponto de vista, sugere o que poderia ter acontecido e, mais do que isso, o que poderá acontecer, mesmo admitindo-se que o futuro pode não mais existir a qualquer momento. Mesmo assim, planos e metas são ferramentas necessárias ao presente.
 
É óbvio que, independente da mudança de algarismos no calendário, as coisas continuarão a não acontecer e vice e versa. Uma sempre estará em função da outra, como causa e efeito. Assim, a retrospectiva do não-acontecido, embora nada tenha acontecido, terá no que lhe precedeu o fato gerador do que não aconteceu. Ou seja, ela também será feita de fatos, pois o não-acontecido por si só também se torna um fato. Cavoucar o que não aconteceu é tão significativo (e às vezes doloroso) quanto vasculhar a memória das coisas concretas. Quando o prometido não foi feito, agrega o desconforto e a frustração (pessoal ou coletiva) do objetivo não realizado, exibe a mentira em suas diversas proporções, aponta a negligência (se havia o propósito do contrário) e, principalmente, fragmenta a confiança em pedacinhos difíceis de colar. No entanto, apesar de tudo, o não-acontecido trás, na maioria das vezes, a magia da possibilidade que a esperança estabelece, embora eu não ouse discordar de Nietzsche quando ousou dizer que a esperança é o maior dos males.
 
A verdade é que o tempo escapa e já não sobra espaço para minha pretensa retrospectiva. Para que não paire nenhuma dúvida sobre esta verdade, valho-me, mais uma vez, do que escreveu Nietzsche e que me parece extremamente pertinente ao observar que a verdade é um erro sem o qual não conseguimos viver e  os inimigos da verdade não são as mentiras, mas as convicções. Espero, assim, ter sido capaz de esclarecer minha surpresa diante da impossibilidade de cumprir o que eu vinha prometendo ao longo deste artigo. Pois bem, foram tantas as minhas convicções que, ao final, conseguiram apenas  justificar o título lá em cima e transformar esta retrospectiva em algo, literalmente, não-acontecido.



.: Publicado por Mácleim ?s 12h06
.:
.: indique este artigo para um amigo

Topo da Página


[ leia os artigos anteriores]

COLUNISTAS
Nina Lessa
NINA LESSA
Alagoana de 20 anos, mora no Rio de Janeiro há 17. É estudante de jornalismo e escreve poemas desde os 11 anos de idade.
Mácleim
MÁCLEIM
Mácleim é alagoano, compositor, arranjador, produtor musical e autor de trilhas para teatro.
Herbert Lisboa
HERBERT LISBOA
Herbert Lisboa Torres é Psicólogo, Cineasta, Apresentador de TV, Produtor Cultural e Escritor.
Paulo Sérgio
PAULO SÉRGIO
Paulista, 36 anos, é jornalista e diretor do documentário "A Coluna Prestes e o massacre em Piancó".
Beroaldo
BEROALDO
Beroaldo já rodou por vinte países e aprendeu a falar inglês, italiano, espanhol e francês, mas não conseguiu se formar ainda em Engenharia Elétrica.
Lenilda Luna
LENILDA LUNA
Atualmente é repórter do programa FIQUE ALERTA, da TV PAJUÇARA, onde também faz produção e eventualmente apresentação.
CONVIDADOS
Chico Piancó
CHICO PIANCÓ
Acadêmico de jornalismo e professor de inglês, Chico Piancó também é poeta e escritor em São Luiz / MA
Alexandre Mattos
PABLO HENDRIGO
Paulista, formado em Direito, Pablo Hendrigo é cartunista e criador dos personagens da STARGAY.
Ana Monteiro
ANA MONTEIRO
Colunista Social, escreve para diversos sites alagoanos, também é apresentadora de TV.

 

© 2005 - 2006 MaceióBrasil - Maceió como você nunca viu. Todos os direitos reservados.