MaceióBrasil
Mercado da produção de Maceió pode parar de vender carne
Ontem, técnicos da Vigilância Sanitária Municipal detectaram várias irregularidades nos 50 quiosques existentes no local.
Comerciantes de carne do Mercado Público de Maceió, no bairro da Levada, podem ser impedidos de comercializar o produto. Ontem, técnicos da Vigilância Sanitária Municipal detectaram várias irregularidades nos 50 quiosques existentes no local. Depois de notificar os proprietários, os técnicos estipularam um prazo de 15 dias para que eles se adequem às normas de higiene. A notificação fez com que a direção do Mercado Público realizasse uma reunião em regime de urgência com a equipe de nutricionistas e biólogo da administração. Segundo o diretor Júlio Nunes da Silva, a intenção é realizar um mutirão de limpeza interna, para atender as exigências da Vigilância. Ele informou ainda que, passados os 15 dias, os permissionários que não se adequarem às normas de saúde da Vigilância Sanitária ficarão proibidos de comercializar seus produtos. Para isso, a própria direção do Mercado irá encaminhar ofício para os principais frigoríficos da cidade.
Campanha educativa
Pelos próximos 15 dias, os técnicos do Mercado da Produção irão realizar uma campanha educativa — a mesma que foi feita na área de comercialização de pescados —. “Queremos manter a mesma qualidade que foi conquistada pelos permissionários de peixe”, explica Júlio Nunes. Entre as medidas que serão tomadas pela direção estão a limpeza interna do setor de carnes, uso de uniformes para os permissionários e limpeza de produtos como ganchos e recipientes. “Estamos trabalhando para deixar esse espaço completamente higienizado, garantindo assim a qualidade dos produtos comercializados”, explica a bióloga Karine Henrique.
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MaceióBrasil
Lula e o Lago

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MaceióBrasil
Inflação teve baixa de 0,81% em Maceió
A pesquisa também mostrou que, em janeiro, a cesta básica alimentar sofreu um decréscimo de 3,31% em relação ao mês anterior, comprometendo 43,73% do salário mínimo do maceioense.
A inflação de janeiro em Maceió, medida pelo Índice de Preço ao Consumidor (IPC), teve uma variação de 0,81% com relação a dezembro, período em que o indicador marcou 0,94% de inflação, de acordo com pesquisa realizada pela Secretaria Executiva de Planejamento e Orçamento, por meio de sua Coordenadoria Geral de Planejamento.
A pesquisa também mostrou que, em janeiro, a cesta básica alimentar sofreu um decréscimo de 3,31% em relação ao mês anterior, comprometendo 43,73% do salário mínimo do maceioense. Os grupos que mais influenciaram no resultado deste mês foram artigos de vestuário, calçados e tecidos e educação, além dos subgrupos verduras, legumes, frutas, leite e ovos, carnes, cereais, tubérculos e outros, produtos industrializados, manutenção do domicílio, artigos de higiene pessoal e beleza, principais bens duráveis e outras despesas.
As principais quedas observadas foram nos preços do tomate (-30,05%), creme de arroz (-16,00%), vinho (-13,04%), alfaiate (-11,07%), da cebolinha (-10,42%) e do vestido (-10,29). Na lista das maiores altas estão o seguro obrigatório (37,17%), os livros e revistas didáticos (25,56%), o sanduíche (21,12%), pepino (20,00%) e os pêssegos em calda (19,25%). Os produtos da cesta básica - que teve redução de R$ 9,92 em janeiro, em relação a dezembro - tiveram as seguintes variações: carne (-0,73%), leite (-1,15%), feijão (5,71%), arroz (2,20%), farinha de mandioca (0,79%), tomate (-30,05%), pão francês (3,67%), café (-4,98%), dúzia de banana (-0,51%), açúcar (12,39%), óleo de soja - 900ml (2,82%) e manteiga (-0,56%). Para adquirir os itens principais da alimentação, o maceioense teve que desembolsar a quantia de R$ 131,19, independentemente de outras despesas com sua sobrevivência e de seus familiares.
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Beroaldo
Se é atencioso... é puxa-saco!
Hoje refletiremos juntos com mais um hierárquico pensamento: O diretor é um profissional altamente especializado que sabe absolutamente tudo, sobre absolutamente nada.
Vejam essa comemorativa notícia: A Universidade Federal de Alagoas comemorou os 45 anos da sua fundação no último dia 25 de janeiro. É natural e justo que aproveitemos a data para ressaltar tudo o que tem sido feito por aquela instituição no campo do ensino, da pesquisa e da extensão neste período.
Apesar de todo sucateamento sofrido pelas universidades para forçar a privatização, a UFAL é forte e resiste às pressões. Conta-se que um professor de do curso história entra na sala de aula que estava lotadíssima. Tem aluno sentado até no chão. Todos se acomodam, ficam em silêncio, menos um que não pára de mexer numa janela.
- Hei, você aí. Quer parar de mexer nessa janela e prestar atenção à aula? - É comigo? - pergunta quem está a mexer na janela. - Sim, é com você mesmo!!! E vamos começar a prova oral com você. Diga-me quem foi Getúlio Vargas. - Quem? - Getúlio Vargas. Quem foi Getúlio Vargas? - Conheço não. - E quem foi Juscelino Kubitschek? - Juscelino kudijegue ?!! – Não rapaz... Kubitschek!! - Sei não também. Olha aqui, eu acabei de chegar e... - Me diga uma coisa: você estudou a lição que eu passei? - Não senhor. - O que foi que você andou fazendo ontem que não estudou a lição? - Sei lá. Tava por aí. Joguei uma pelada, tomei umas cerveja com os amigo. Por quê? - Você não quer passar de ano? - Quero não. - Você não quer terminar o curso? - Quero não.
O professor fica irritadíssimo com tamanha desfaçatez:
- Então, o que é que você veio fazer aqui?!! - Vim consertar essa janela quebrada. Sou o marceneiro que o reitor contratou.
E vejam essa excludente notícia: Desde o início do governo Lula, o mercado de trabalho se tornou mais seletivo e passou a excluir jovens e pessoas com menor grau de instrução, apesar do crescimento do emprego de 3% de 2003 à 2004.
A situação do jovem no trabalho é muito complicada, como ele ainda não tem muita experiência, não sabe como agir:
Se é atencioso... é puxa-saco. Se não é... é arrogante. Se chama o chefe de você... é folgado. Se chama o chefe de senhor... é desambientado. Se fica depois do horário... está fazendo média. Se sai no horário certo... é desinteressado. Se cumpre rigidamente as normas... não tem iniciativa. Se questiona... é indisciplinado. Se elogia... é gozador. Se critica... é insubordinado. Se se diz satisfeito... é hipócrita. Se se diz insatisfeito... é ingrato. Se não tem trabalho... é porque não procura. Se tem muito trabalho... é lerdo. Se faz cursos... é aproveitador. Se não os faz... não tem vontade de crescer. Se procura conhecer outros serviços... é dispersivo. Se só entende do seu... é bitolado. Se não colabora... é mandado embora. Se colabora... O CHEFE É PROMOVIDO!
SÓ TÁ RUIM PORQUE TÁ BOM... SE TIVESSE MELHOR TAVA PIOR!!!
A coluna do Beroaldo é publicada semanalmente no MaceióBrasil. Escreva pro Beroaldo MSN: colunadoberoaldo@hotmail.com
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Nina Lessa
O problema maior é sempre o nosso
Porque não adianta, a tendência ao exagero nasceu conosco, e infelizmente tende a piorar quanto mais velhos ficamos. A aumentar nossos problemas e o pior, menosprezar os dos outros.
Não adianta vir o Papa Bento tentar dizer o contrário nem nenhum gênio da física pós-moderna tentar pesar ou medir os problemas de cada um: a gente sempre vai achar que o nosso é estupidamente maior e mais grave que o do vizinho. Às vezes realmente acontece do mesmo fato ocorrer com duas pessoas e cada uma agir de uma maneira, afinal as reações são diferentes por conta dos seres humanos serem assim, mas isso não significa que a gravidade do problema é maior ou menor, só quem sente é quem passa por ele. Se você foi assaltado e eu também, porém você chorou e eu não, isso não faz de mim menos chateada ou de você mais comovido, e por isso mais sofrido. Nossas reações só foram diferentes. Só isso.
Curioso como as pessoas querem aumentar ainda mais seus problemas. Tristezas viram facilmente profundas depressões, em pessoas que ficam chorando cinco minutos e depois saem pra beber um chopp. Não foi isso que eu aprendi ter o nome de depressão, mas enfim. Hoje estou tranqüila, mas tem dia que, nossa! Ouço esses tipos de coisas e me dá uma vontade enorme de mostrar o que é realmente uma anorexia pra uma menina de 13 anos que acha bonitinho contar calorias e ficar malhando que nem uma maluca durante quatro horas por dia. Porque não adianta, a tendência ao exagero nasceu conosco, e infelizmente tende a piorar quanto mais velhos ficamos. A aumentar nossos problemas e o pior, menosprezar os dos outros.
É bom, de vez em quando, no apse das nossas lamentações, aparecer aquele amigo com o tradicional "levanta dessa cama porque eu vi minha ex com meu primo e nem por isso chorei quarenta dias, anda!". E por mais que ter levado um pé na bunda aparentemente gratuito (a gente sempre acha que nunca deu motivo pra isso, no estágio 1 da rejeição. E no estágio 2, começa a procurar razão... Hum, acho que vou fazer uma coluna sobre essa minha teoria) doa demais, você pensa que assistir uma traição deve mesmo ser muito pior, e sorri com os dentes amarelados, mas visivelmente menos 'deprimido'. Mas quando for contar pro terceiro amigo sobre a separação, não duvide, voltam a cara de cão sem dono (menos mal que você não vai ter dono mesmo), a voz de acabado, e as palavras melancólicas. Nós, humanos...
É, e quando você está cheio de problemas e aparece aquele indivíduo achando estar pior? Porque sempre tem alguém pior do que você. Mesmo que não pareça. E quem sabe? Você acha que está mal, ele tem certeza que está bem pior. Há umas horas atrás, eu era só mais um ser humano como outro qualquer, mas agora... Bom, não virei um réptil das selvas nem um extraterrestre em questão de momentos, mas sabe, eu não tô tão mal assim. E não reclamo disso não, muito pelo contrário. Não é pelo fato de eu ser só mais um mortal que isso faz de mim patética como a maioria. Errante sim, mas que aprende, ou pelo menos tenta. Talvez menos que muitos, porém certamente muito mais que vários. E eu sou otimista, obrigada. Porque se é maior, então o problema é seu. Porque do meu entendeu eu: solução nele.
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MaceióBrasil
Maceió tem a gasolina mais cara do Nordeste
Em média, o litro custa R$ 2,75 e na orla marítima pode ser até mais caro.
Maceió é a capital que pratica o preço mais elevado da gasolina, no Nordeste. Em média, o litro custa R$ 2,75, mas na orla marítima, setor nobre da capital alagoana, esse derivado do petróleo é até mais caro, pois é encontrado a R$ 2,76. A compensação para o motorista, em Alagoas, está no interior do Estado, pois por exemplo na Barra de São Miguel a mesma gasolina pode ser comprada por R$ 2,59.
Enquanto em Maceió está a gasolina mais cara da região, em Teresina ela é a mais barata, variando entre R$ 2,27 e 2,45. Na vizinha capital, Fortaleza, ela é adquirida por R$ 2,48.
Na área sul do Nordeste, a gasolina está a R$ 2,52, em Salvador; e R$ 2,54, em Aracaju - este último sendo o mesmo preço praticado em Natal. Por fim há os preços de R$ 2,63, em João Pessoa; R$ 2,65, em Recife; e R$ 2,69, em São Luís. Como detalhe, na capital maranhense o preço cai nos fins de semana, quando o litro da gasolina pode ser adquirido até por R$ 2,35.
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MaceióBrasil
Greve dos policiais civis pode deixar Carnaval sem segurança
Na última vez que os policiais civis entraram em greve, passaram 45 dias com as atividades paralisadas.
Os policiais civis em greve desde a última terça-feira bloquearam ontem a bomba de combustível que abastece as viaturas da polícia e só deixam o posto reabrir quando acabar a greve. Essa data ainda não foi definida e existe a possibilidade de que durante o carnaval a polícia civil não vá às ruas para investigações. “Não descartamos a idéia e esperamos que o governo inicie um diálogo conosco”, disse Antônio Zacarias, diretor financeiro do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol).
Na última vez que os policiais civis entraram em greve, passaram 45 dias com as atividades paralisadas. Eles voltaram ao trabalho a pedido do governador Luiz Abílio, que prometeu negociar. Segundo Carlos Jorge da Rocha, presidente do Sindpol, essa conversa não houve e os agentes cruzaram os braços, com as mesmas reivindicações do ano passado. Dos 21 itens da pauta, nenhum foi atendido. A data-base de 2003 que ainda não foi cumprida é uma das principais solicitações.
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MaceióBrasil
Mais quatro sindicatos se desfiliam da CUT em Alagoas
Quatro entidades sindicais oficializaram ontem a desfiliação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), durante uma entrevista coletiva realizada na sede do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal (Sindjus/AL). Os representantes dos sindicatos alegaram que a decisão é uma resposta à dependência da CUT ao governo federal, que mantém uma política econômica com taxa de juros elevada, reajuste salarial zero para os servidores públicos, reformas que tiram direitos - como foi o caso da reforma previdenciária - e de dependência aos interesses dos grandes capitais, do FMI e do Banco Mundial.
Para o presidente do Sindjus, Paulo Falcão, a CUT perdeu o caráter de defensor de interesses dos servidores públicos federais. “Infelizmente, a CUT não está mais participando dos movimentos que visam assegurar nossos direitos”, destacou Paulo Falcão. O presidente disse que as entidades já estão adotando um mecanismo de diálogo com outros sindicatos para dar continuidade às lutas em prol dos trabalhadores. Ele adiantou que há uma possibilidade de realizar a filiação com o Conlutas ou formar uma nova unidade.
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MaceióBrasil
Policiais civis decidem entrar em greve por tempo indeterminado
Categoria cobra do governo do Estado a retomada das negociações
Policiais civis alagoanos voltaram a cruzar os braços por tempo indeterminado. Ontem eles decretaram greve e dizem que só voltam ao trabalho depois que o governador interino, Luís Abílio de Souza, retomar as negociações, que estão suspensas há mais de um mês.
Depois da assembléia que aprovou a paralisação, o grupo formado por mais de 200 policiais percorreu as principais ruas do Centro de Maceió – parando em frente ao Palácio dos Martírios, Tribunal de Justiça, Quartel Geral da Polícia Militar e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Elisana Tenório - O JORNAL
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MaceióBrasil
Maceió vai receber o dobro de turistas finlandeses em 2006
Os turistas finlandeses ocupam os hotéis de quatro a cinco estrelas, permanecem de sete a 14 dias, com o gasto médio de 80 a 105 Euros/dia por pessoa em compras, passeios e restaurantes. O fluxo dos turistas finlandeses crescerá em 100% em Alagoas a partir do dia 17 de novembro deste ano. O novo acordo entre a operadora Aurinko Matkat da Finlândia e o setor público e privado foi fechado na Feira Internacional de Turismo de Madri, segundo informou ontem a secretária adjunta da Secretaria Municipal de Promoção de Turismo (Seturma), Cláudia Pessoa, que participou da feira. Desde o ano passado Maceió recebe em média 100 finlandeses, oriundos de Recife, uma vez que o desembarque não é realizado em Maceió por uma questão técnica. O vôo direto Helsinque–Recife dura 14 horas, por essa razão não pode vir para Maceió, porque ultrapassaria o máximo de tempo de vôo da tripulação estipulado pelas normas internacionais da aviação. "Apesar de os turistas desembarcarem em Recife consideramos uma operação de sucesso, porque a cidade vai receber 200 turistas por semana de novembro de 2006 a abril de 2007", revela Cláudia. Para diminuir o impacto do vôo que leva 14 horas até Recife, o trade turístico vai viabilizar um brunch (café da manhã reforçado, em inglês) em Maragogi para os turistas finlandeses. "Este mercado é muito importante para o turismo no Estado, porque abre as portas para os turistas dos outros países nórdicos, como a Suécia e Noruega", diz.
Os turistas finlandeses ocupam os hotéis de quatro a cinco estrelas, permanecem de sete a 14 dias, com o gasto médio de 80 a 105 Euros/dia por pessoa em compras, passeios e restaurantes. Cláudia Pessoa afirmou que o aumento do fluxo dos turistas finlandeses é resultado da parceria entre o setor público e privado que tem somado esforços nas feiras internacionais.
Itália
A próxima feira será a Bolsa Internacional de Turismo na Itália e uma das metas é aumentar o de vôo da Itália para Maceió pela Blue Panorama para dois vôos semanais, já que existe um vôo regular.
Com informações da Tribuna de Alagoas.
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Chico Piancó
Big Brother está como leite no fogo.
Começou devagar, mas quando resolveu ferver...

A bolha de generosidade e bondade da nova edição do Big Brother Brasil (BBB) estourou. E feio. É engraçado notar os participantes, anteriormente tão preocupados em fazer o bem sem olhar a quem já incitam brigas e discussões polêmicas com a facilidade de quem toma uma coca.
A harmonia na casa começou a ser questionada por Rafael, professor que parece que nunca cantou uma mulher na vida. O ritual da oração estabelecido pelos brothers antes do almoço foi questionado e posteriormente quebrado por ele. De quebra, achou de bom tom mandar um de seus pseudo melhor amigo, Daniel Costa, para o paredão. Outro Daniel, o Saullo, participa de um interessante triângulo amoroso na casa. Começou engatando um romance com Mariana, a pescadora (que, aliás, como pescadora é uma ótima modelo). Deve tê-la achado muito melosa, pois em menos de uma semana cansou dela e começou a se entrelaçar com a cearense Roberta. As intrigas a respeito das tempestuosas relações românticas se formaram em panelinhas, e o resultado foi que Saullo é o indicado da semana no paredão junto com Agustinho, o antes bobo alegre da casa, agora a mais nova figurinha de desgosto coletivo.
O público, logicamente, está acompanhando essas mudanças repentinas de humor, de amizade e de falsidade, como no caso da paraense Thaís, que se orgulha em se dizer do norte, numa auto afirmação que cheira a insegurança, comprovadas em seu showzinho particular na noite de sábado com tecnologia mexicana (leia-se tequila), querendo agarrar a tudo e a todos (o compositor Iran e o monge Gustavo que o digam) e na cara que fez para o Bial quando inquirida sobre a festa. Realmente o Big Brother é um show à parte, frente ao marasmo atual da televisão brasileira.
Eu, particularmente, acho o programa excelente. Exercita nosso poder de análise das pessoas, ensina a enxergar até onde cada participante pode chegar, e, não se iluda caro leitor, mostra a nós que, quando o assunto é dinheiro, não existe ninguém bonzinho. Juliana, a primeira eliminada do programa não se fez de rogada, e, em prazo recorde para todas as participantes femininas, fechou com a Playboy sua participação, numa demonstração clara de que a auto-promoção deve e é usada e abusada por todos que ilustram ou que já ilustraram as edições do BBB.
Portanto, vai aqui o recado. Assista, deleitem-se e, no fim de tudo, aposte em quem vai ser o ganhador. Eu já sei quem vai receber o milhão nessa edição. Ou, pelo menos, acho com convicção. O jogo muda a todo instante, e com isso, quem ganha realmente é o espectador.
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Mácleim
Todos Verão
Sendo o Brasil um país de clima tropical, acho que nossas cidades litorâneas, ao contrário de outros países, fazem da confluência de diversos fatores o todo que de fato determina a chegada do verão.
O verão é, sem dúvida, uma estação bastante peculiar. Alterações no comportamento humano são evidentes à luz do sol e da lubricidade das noites quentes. O calor acentua toda a sensualidade dos corpos cada vez mais desnudos, suados e lascivos, dispostos a ratificar que se a roupa faz o homem, quanto menos há do homem mais roupa ele necessita. Portanto, é no verão que o homem é mais homem e a mulher, magneticamente, mais mulher. É temporada da libido e prurido em alta nos países tropicais. Seres, uns devorando os outros. O Brasil é inigualável, dá de goleada neste quesito. Afinal, temos um litoral exuberante e fazemos o melhor carnaval do mundo que, não por acaso, acontece no verão. Já pensou por que nossa festa pagã acontece no verão? Simples: esta é a estação da libertinagem, da liberdade, do ninguém é de ninguém, do calor por dentro e por fora. Os hormônios agitados e bronzeados ficam à flor-da-pele, irresistíveis como uma deliciosa cerveja gelada, efervescentes e embriagadores como um beijo após um gole de champanhe climatizada ou, por que não? Após uma saborosa caipirinha feita na medida exata, onde tudo se amálgama em uma combinação que, de tão perfeita, não percebemos as partes, posto que o todo prevalece.
Sendo o Brasil um país de clima tropical, acho que nossas cidades litorâneas, ao contrário de outros países, fazem da confluência de diversos fatores o todo que de fato determina a chegada do verão. As alterações climáticas, a partir deste ponto de vista, são meras coadjuvantes. Tomemos como exemplo Maceió, nosso balneário. Aqui, o sol brilha incansável praticamente o ano inteiro e, embora oficialmente o verão comece no final de dezembro, na verdade são as mudanças de hábitos e comportamentos tipo a capacidade das pessoas relaxarem estando de férias ou não, a roupa que usam, o esporte que praticam, o entretenimento ofertado, a música que rola na temporada, o fluxo turístico e, infelizmente para nós, a evidente pouca competência da gestão turística do nosso balneário, que determinam a percepção da temporada de verão.
Afinal, que graça teria se o verão fosse apenas uma mudança de estação? Nenhuma! Teríamos somente (e temos, é bem verdade) o estressante calor, a impaciência da cabeça fervendo sob o sol a pino, o desconforto do suor correndo em bicas e, talvez, uma vontade irracional de ter nascido, por exemplo, hipopótamo. Ainda bem que, para ser realmente verão, é fundamental e necessária a interação humana. Eis a estação perfeita para isto. Interagimos pelo sorriso mais espontâneo que o verão possibilita, interagimos com a sensualidade feminina das cores, brilhos e andores à beira-mar ou calçadão, interagimos no contraste hipnotizante entre a pele bronzeada e a marca do biquini e, até, na sensualidade gestual entre o sorvete e uma lambida feminina. Porém, reagimos (pelo menos eu, um nativo) com impaciência ao trânsito caótico na orla, aos bares lotados e com péssimo atendimento, a ter que ir trabalhar quando queríamos sombra e água fresca (ou sol e banho de mar), às quedas de energia na alta temporada e, finalmente, à incompetência das autoridades diante do caos anunciado, todos os anos, com as chuvas de verão.
Simone de Beauvoir escreveu que a mulher que exerce apenas atividades domésticas está condenada a refazer diariamente um trabalho que jamais se concretiza, pois se desfaz cada vez que é refeito. Pois é exatamente assim que estou me sentindo agora (escrevendo estas reflexões), refazendo o que fiz antes, ao invés de estar de papo pro ar na praia quase deserta que costumo ir, onde nunca e sempre é verão.
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NINA LESSA |
| Alagoana de 20 anos, mora
no Rio de Janeiro há 17. É estudante de
jornalismo e escreve poemas desde os 11 anos de idade. |
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MÁCLEIM |
| Mácleim é alagoano,
compositor, arranjador, produtor musical e autor de
trilhas para teatro. |
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HERBERT LISBOA |
| Herbert Lisboa Torres é
Psicólogo, Cineasta, Apresentador de TV, Produtor
Cultural e Escritor. |
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PAULO SÉRGIO |
| Paulista, 36 anos, é jornalista e diretor do documentário "A Coluna Prestes e o massacre em Piancó". |
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BEROALDO |
| Beroaldo já rodou por vinte países e aprendeu a falar inglês, italiano, espanhol e francês, mas não conseguiu se formar ainda em Engenharia Elétrica. |
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LENILDA LUNA |
| Atualmente é repórter
do programa FIQUE ALERTA, da TV PAJUÇARA, onde
também faz produção e eventualmente
apresentação. |
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