Nina Lessa
O bedelho
Porque eu tenho uma opinião pra tudo.
Eu me meto na vida das pessoas. Na vida de quem eu gosto, falo o que está errado mesmo e pronto. Na melhor das intenções, sempre, afinal quem é que gosta de ver um amigo sofrendo, ou fazendo alguma mancada? Porque eu não gosto. Na verdade já me incomoda tanto ver qualquer pessoa agindo mal e eu não poder fazer nada que impeça isso, que quando posso (ou acho que posso), meto a colher e tento jogar os meus ingredientes. Só que tem receita que não se deve mexer: a receita da vida dos outros. Não tem jeito. Se o seu amigo tiver que se melecar muito até reconhecer que você estava com a razão, ele vai se melecar bastante mesmo. E você só vai poder assistir. Muito revoltado, mas só de platéia.
Já fui mais chata e tinha mania que querer ajudar todo mundo, só que, claro, era mal-interpretada. Muitas vezes, completamente mal-interpretada. Sabia que muita gente detesta uma ajuda alheia? Pois é. Eu demorei bastante, mas aprendi isso. Continuo ainda tentando enfiar o bedelho em tanta coisa que não me diz respeito que deve ter amigo meu desejando que eu tropece no chão e rale o joelho. Só que me dói muito mais do que esse mero machucadinho ter que assistir o sofrimento de uma pessoa querida, sabendo que já estava tudo errado desde o princípio. Aprendi a só avisar e esperar.
Porque eu tenho uma opinião pra tudo. Posso estar falando a pior das besteiras, mas tem sempre um pensamento que eu guardo de todas as coisas no mundo. Procuro não julgar ninguém que é pra não vir chato nenhum fazer isso comigo, mas conselho eu continuo dando. Sou adepta da economia de sofrimento, e se eu posso poupar o de alguém, pelo menos vou tentar fazê-lo. Só que pra dizer o que penso e acho de alguma coisa, eu deveria no mínimo fazer melhor. E muitas delas, honestamente, eu não sei. Aí me resta assistir calada, tendo um déjá vu de como nem sempre tudo acaba bem e engolindo um "eu bem que te avisei"...
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MaceióBrasil
Novo método pode reduzir poluição em praias de Maceió
Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) desenvolveram um sistema para tratamento de efluentes urbanos, que pode melhorar a balneabilidade das praias da Avenida e de Cruz das Almas. Hoje, as duas praias apresentam alto índice de contaminação por coliformes fecais, por causa de despejo dos esgotos dos riachos Salgadinho e de Águas Férreas, respectivamente.
Trata-se do sistema eletroquímico, que consiste num reator com eletrodos pelos quais a água poluída passa por tratamento. Ao fim do processo, ela é purificada, já que substâncias como coliformes fecais e metais pesados são absorvidas por uma série de componentes existentes nesses eletrodos.
Engenheiro defende saneamento
O engenheiro civil Vinícius Maia Nobre disse que apesar da viabilidade técnica do sistema de tratamento de efluentes, ele só vê como solução para o problema do Riacho Salgadinho o esgotamento sanitário de toda a região do Vale do Reginaldo.
Em artigos publicados na imprensa, Maia Nobre sempre defendeu esse ponto de vista, com a autoridade de quem foi responsável pela implantação do emissário submarino de Maceió, quando era secretário de Saneamento e Energia.
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NINA LESSA |
| Alagoana de 20 anos, mora
no Rio de Janeiro há 17. É estudante de
jornalismo e escreve poemas desde os 11 anos de idade. |
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MÁCLEIM |
| Mácleim é alagoano,
compositor, arranjador, produtor musical e autor de
trilhas para teatro. |
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HERBERT LISBOA |
| Herbert Lisboa Torres é
Psicólogo, Cineasta, Apresentador de TV, Produtor
Cultural e Escritor. |
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PAULO SÉRGIO |
| Paulista, 36 anos, é jornalista e diretor do documentário "A Coluna Prestes e o massacre em Piancó". |
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BEROALDO |
| Beroaldo já rodou por vinte países e aprendeu a falar inglês, italiano, espanhol e francês, mas não conseguiu se formar ainda em Engenharia Elétrica. |
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LENILDA LUNA |
| Atualmente é repórter
do programa FIQUE ALERTA, da TV PAJUÇARA, onde
também faz produção e eventualmente
apresentação. |
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