O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini.
Por isso eu indico e peço que leiam. Quem não gosta, tente.
Meu pai me deu de presente esse livro no começo deste ano, mas confesso que livros campeões de venda nunca me atraíram, era sempre preciso que viessem acompanhados de uma boa indicação. Ganhei o livro, guardei na estante e continuei lendo meus preferidos - romances espíritas. Então um belo dia meu pai me pergunta se eu gostei do livro. Com vergonha de dizer que não havia lido, menti, e falei que era lindo, uma história realmente fofa. Ele fez cara de quem não entendeu e destacou como parte importante a visão dele para o tema central da história: a relação entre pai e filho. Fiquei com isso na cabeça e me arrependi de ter mentido, mas é que meu pai é muito inteligente e culto, e não seria eu, a filha única que quer ser escritora, quem iria decepcioná-lo naquela tarde em que ele me visitava.
Resolvi ler o bendito. Aproveitei os dias ensolarados e sem nada para fazer que as férias haviam me proporcionado e fui pra praia com o dito-cujo embaixo do braço. Não demorei quatro dias para mergulhar num mundo tão diferente do meu e devorar as palavras daquele afegão. Conhecer mundos diferentes do meu sempre foi uma das coisas que mais me aguçavam a curiosidade, e conhecer a África do Norte e o sertão do Brasil são experiências que considero únicas, porém lendo O caçador foi como se eu estivesse lá, e lembrei então o quanto eu sou apaixonada por essa mágica de viajar para tão longe sem sair do lugar. Acabei lembrando também que esse mês começa uma nova etapa da minha vida, onde ler será o passo número 1 para a realização dela. Sorri, li a última página e fechei o livro.
Eu nunca quis mencionar nada que entrasse no vasto mundo dos diferentes gostos e preferências, que de tão pessoais acabam causando enorme divergência, porém esse livro realmente me impressionou, e como não foi somente pela ótima leitura, o que desagradaria quem não ama um bom romance, resolvi abrir uma exceção e falar dele na coluna. Não vou dizer como é a história, nem sobre o que ela trata porque um romance sempre trata de muita coisa e eu acho injusto destacar algumas poucas. Por isso eu indico e peço que leiam. Quem não gosta, tente. Vale a pena demais, culturalmente, vitalmente, vale como experiência, aprendizado, tanta coisa... Leiam. E mudem também em vocês alguma coisa que poderia estar melhor.